quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Feriadão e Ford

De volta do feriadão; nunca fiz tantos trabalhos em tão pouco tempo. Pois bem, hoje vamos direto ao assunto, Henry Ford.

Ford visava puramente em aumentar sua produção, seu sonho era que todos tivessem acesso a um automóvel, que, naquele tempo, não era nem um pouco acessível. Munido de sua fábrica totalmente vertical, onde ele produzia desde o vidro do para-brisa até o motor do carro, e seu modelo de produção em linha de montagem, Ford inovou o modelo de gerência após a segunda guerra mundial.

Na verdade, o que possibilitou a produção em massa não foi apenas a linha de montagem em série, mas a padronização das peças e a especialização dos operários em uma única tarefa. Ao invés de 10 operários montarem 10 carros com peças diferentes, os mesmos 10 operários utilizariam, cada um, peças que se "encaixavam" fabricando apenas uma peça no total, porém, em muito menos tempo. Mais outros 10 operários utilizariam essa peça para montar outra e assim por diante.

Além de possibilitar emprego para mais pessoas, visto que a necessidade de conhecimento para apenas montar uma peça é incomparável ao conhecimento para montar um carro, a redução no ciclo de trabalho acelera a produção aumentando a oferta e, consequentemente, reduzindo o preço do produto.

Porém, enquanto os operadores estavam montando carros, segundo Ford: de forma totalmente mecânica, sem utilizar a mente, o engenheiro de produção supervisionava toda a linha de produção e concebia os produtos. Em uma fábrica onde há vários trabalhadores semi ou não qualificados, é necessário que exista alguém que pense por todos eles. Esses gerentes supervisionavam para que a produção fosse a mais alta possível ainda mantendo a qualidade do produto, para eles, só o que importava era o tempo levado para produzir em relação ao tempo total do trabalho. Foi durante esse período que a profissão do engenheiro foi consolidada como a "profissão lógica-matemática".

É óbvio que, um sistema onde humanos trabalham feito máquinas e ainda ter um chefe que regula seu tempo sem a mínima preocupação com sua saúde entraria em declínio. Além do fator humanidade, a falta de "customização" começou a ser um fator, Ford dizia "Fabricamos carros de qualquer cor, desde que sejam pretos" pois a tinta preta secava mais rápido aumentando a produção, agora que o carro era bem acessível para todos, a demanda de carros diferentes começou a surgir, pode-se dizer que o modelo de Ford foi vítima de seu próprio sonho.

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