Após um pequeno médio longo hiato, estou voltando com mais teoria da administração para vocês. O final de semestre é sempre muito apertado, ainda mais quando a sua faculdade tem a idéia genial de adiantar as datas das provas finais. Enfim, eu vim aqui falar sobre outra coisa.
O "boom" da produção em massa e do Fordismo foi tão grande que os japoneses foram até a América, com o intuito de reviver a economia devastada do Japão que acaba de sair da segunda guerra, ver do que se tratava. Lá os japoneses copiaram perfeitamente o modelo e levaram de volta para sua terra natal, porém, para sua surpresa, um país que acabou de ser bombardeado por duas bombas nucleares não tem o mesmo poder de aquisição que os americanos.
Assim, surgiu o modelo japonês. O fordismo era voltado para mercados em que se era necessário um grande volume de produto do mesmo tipo para um amplo mercado de consumo, já o toyotismo se tornou o que se chama de just-in-time: um pequeno mercado consumidor, matéria-prima escassa e baixo poder aquisitivo levou a uma alteração no modo de produção, só se produz o que é necessário sem ter um estoque muito grande. Além de possibilitar um melhor gerenciamento da qualidade, o trabalho com pequenos lotes permite também a variação nos modelos produzidos, enquanto Ford fabricava apenas carros pretos, Taiichi Ohno, elaborador do modelo japonês, fabricaria carros da cor que o cliente desejava.
Mas e ai, com a hierarquia mais horizontal o engenheiro não vai perder algumas suas funções? Claro que não, não apenas os operários ganharam novas funções, os engenheiros agora além de pensar no projeto, trabalham diretamente com o fornecedor desde a concepção do produto, sendo necessário trabalhar também com recursos humanos e marketing, dai começa a surgir o engenheiro multifuncional que se conhece hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário